dia bonito, vamos passear. começando pela vila balbina, onde existe a represa, o ampa - associação dos amigos do peixe-boi, e o museu do programa de apoio às comunidades waimiri e atroari, financiado pela eletronorte, responsável pela construção da hidroelétrica de balbina. no museu conhecemos o arqueólogo marco antonio, funcionário da prefeitura de presidente figueiredo, que vive aqui há mais de dez anos. nos explicou sobre o programa de apoio aos índios, que é a indenização pelo alagamento de suas terras, e sobre a reserva biológica vizinha a reserva indígena. no museu encontramos peças arqueológicas, artesanato e amostras de espécies animais da região. o ampa fecha durante o almoço, assim aproveitamos para tomar um banho no balneário mais próximo, do sr. barreto. a tarde voltamos ao ampa, que fecha às quatro, mas ficamos até quase sei horas conversando com a veterinária márcia que foi muito atenciosa, e falava com uma empolgação do trabalho dela que era contagiante. brincamos com uma lontra bebezinha, que se enrroscava nos braços e se agarrava nas minhas pulseiras. o peixe-boi bebê tem um olhar dócil, conquistador, que derrete corações. podemos acariciá-lo enquanto se exibe. nos tanques maiores estão ariranhas adultas , lontras e peixes-boi que são resgatados, cuidados e devolvidos à natureza. eles cuidam também de araras e maritacas, ou papagaios que são mutilados. pessoas arrancam as unhas, cortam as asas, fazem maldades assim para prender os animais. mas a estrela da tarde foi uma anta, fêmea adolescente, orfã, que pedia carinho como uma pessoa. quanto mais a gente acariciava, mais ela pedia, ao ponto de se deitar e ficar de barriga para cima como a lady! deu vontade de adotar e levar comigo. o site da ampa é www.amigosdopeixe-boi.org.br e lá é possível contribuir com esse trabalho maravilhoso. a ampa também cuida de quelônios, da tracajá, e possuem um tanque enorme com centenas delas.