catedral de petrolina-pe hotel central, onde estou hospedada, primeira contrução de seis andares da cidade, datada do início dos anos 60, tem cheiro de rio de janeiro igreja matriz, uma das primeiras contruções da cidade, antiga vila da passagem do juazeiro vista da cidade e do rio são francisco

maquete de um vapor caneca com pontas para ninguém beber dela e botar de novo no pote! carranca de d. ana, peça da coleção do museu, característica dos olhos furados, referência do marido cego a velha palmatória projetos de irrigação do início do século 20

trabalhos de mestre vitalino

personalidades do estado: padre cícero... ...luis gonzaga... ...frei damião... ...lampião.

exvotos da coleção do museu cabeça de frade

sr. benedito da paixão e sua carranca, agora nossa detalhe da carranca carranca do vampiro carranca do leão

d. ana das carrancas e no fundo uma pintura de sua filha ângela lima ângela lima, filha de d. ana das carrancas e administradora do centro de arte e cultura da mãe

comecei o dia procurando a secretaria de cultura da prefeitura de petrolina. fui sendo encaminhada até chegar a fundação cultural e ao museu de petrolina ou do sertão. lá fui recebida pela encarregada de eventos, nadia matos, que me apresentou ao senhor alzir maia, que me levou para um passeio pelo museu e pela história da cidade. sr. alzir é natural do pauí, mas vive aqui a mais de 40 anos, e tem um carinho todo especial por petrolina. percorremos o museu, que esta fechado para visitação nas terças, e fui conhecendo um pouco de cada evento, cada personalidade e cada característica marcante da cultura da região. terminamos a manhã visitando a catedral neo-gótica, e a tarde fui visitar os artesãos por ele recomendados. primeiro fui até a oficina do artesão, um espaço apoiado pela prefeitura, onde trabalham artistas e onde é exposta e comercializada a produção dos mesmos. conheci o sr. benedito da paixão, e acabei comprando dele a carranca que meu pai encomendou. são diferentes tipos de carrancas, a do vampiro, a do leão, do cavalo, e outros animais. toda a produção é feita com a madeira umburana, e para prevenir de cupim, deve ser utilizado só o miolo da madeira, de cor amarelada. segundo seu paixão, a parte branca da madeira é aquela que é comida por cupim. o contato com a oficina do artesão é tel: (87)38642069 ou 38646916, já seu paixão pode ser também encontrado no telefone residencial (87)38635034. dali peguei um ônibus para a casa de dona ana das carrancas, uma das artesãs mais conhecidas de pernambuco. d. ana completa semana que vem 80 anos e desde 1963 faz suas carrancas. aprendeu a trabalhar com barro e fazer louça com sua mãe aos 8 anos de idade. mas a necessidade a levou a fazer um pedido a são francisco, para lhe ajudar a encontrar maneira de melhorar seu trabalho e criar suas filhas. segundo d. ana, foi o santo que a ajudou a encontrar um barro melhor e a começar a diversificar a produção, criando potes zoomorfos e antropormorfos. nos anos 40, d. ana já viúva, conheceu e se casou com seu josé vicente de barro, cego de nascimento. seu josé, deixou de mendigar e passou a trabalhar com a mulher, batendo o barro para ela modelar. os dois contam essa estória com alegria e estão animados para festejar seus 50 anos de casamento! d. ana mora há dois anos numa casa onde reúne a moradia, o ateliê, uma oficina onde dá aulas, e um pequeno museu com peças próprias. esse pequeno conjunto é hoje o centro de arte e cultura ana das carrancas. tudo isso foi conseguido com o trabalho de d. ana e o apoio do atual governador, que reconhece e divulga o trabalho desta grande mulher. d. ana então é a primeira mulher a fazer carrancas de barro, além de outras peças domésticas, todas de uma beleza simples e representativa da cultura da região. o contato com d. ana pode ser feito pelo tel: (81)99988442, e em breve pelo site www.anadascarrancas.com.br.