felizmente meu barco para belém só sai amanhã. vou ter que fazer o esforço de ficar aqui mais um dia!!!!passei a manhã sentada debaixo de sol quente esperando o telefone satélite conectar, foram umas 15 tentativas e depois nada de achar satélite. será que os satélites ainda estão na órbita? fiquei uma meia hora sem nenhuma entrada de serviço. aí, ninguém é de ferro, guardei tudo e fui para praia. a única pousada que tem internet aqui, ou não quis que eu usasse ou realmente está com problemas na linha telefônica. resta saber se vou encontrar algo aberto em santarém amanhã. se não, tento de novo do barco. vão ter que esperar mais para conhecer este paraíso. aqui fazem uma festa similar à de parintins, e vai acontecer agora, início de setembro. em vez da disputa de bois, ocorre uma disputa de botos, o tucuxi, boto cinza, contra o boto rosa. a festa se chama sairé, e este formato de disputa é muito recente, quatro ou cinco anos. antes o sairé era uma celebração que lembrava a festa oferecida pelo índios aos portugueses, quando chegaram aqui. hoje vou dormir na barraca da praia com a nazaré. a lua ainda esta cheia, vai ser uma delícia! conheci um índio que vende artesanato na praça. ele tem oito filhos, cinco na aldeia e três espalhados pelo brasil. ele me deu um pingente, uma mascara e pendurou na minha gargantilha de caramujos. a vida dele é uma vida muito desprendida, não julgo melhor ou pior do que qualquer outra, não saberia pois não vivi, mas certamente muito desprendida.