












dei uma boa volta de carro por ariquemes antes de entrar num hotel. com a experiência da viagem, já estou entrando nas cidades e encontrando os pontos de referência com muita facilidade. são eles: a matriz, a prefeitura, a praça maior, o banco do brasil, etc. aliás, são dois os elementos visuais que não se alteram em todo este percurso, elementos que me fazem sentir que nem saí do lugar: as agências do banco do brasil e as novelas da globo. quanto fico num hotel sem tv no quarto sinto falta de meus copanheiros globais...quem diria! as agências estão dentro da categoria de não-lugares, mas as novelas, seriam o que? mitologia contemporãnea urbana? bem, voltando a ariquemes, procurei hoje a prefeitura para descobrir que não existe secretaria de cultura e o centro cultural esta fechado. a atividade local no momento é a festa do porco no rolete, bingo e o rodeio em vilhena. deixei ariquemes com aquela sensação de que cultura é vista como uma coisa ou subdesenvolvida, ou como um investimento muito caro. atividades culturais são confundidas com atividades comerciais, e aí a coisa complica. quanto maior a cidade, menos atividades populares espontâneas e mais atividades patrocinadas com fins lucrativos. sem o incentivo do governo não existe um estímulo às manifestações culturais espontâneas e tradicionais, e quando não se encontra sequer uma secretaria de cultura ou laser...não se encontra quase nada que não seja comercio. a estrada para porto velho é muito bonita, com paisagens variadas entre grandes fazendas de palmito e alagados. muita água, muitos igarapés, muito verde.