parece fácil pretender percorrer 302 km num só dia, mas não é bem assim. primeiro que acabaram sendo 330 km, segundo que a estrada de terra era realmente péssima. levamos quase nove horas de viagem. saímos umas nove da manhã e chegamos ao oiapoque seis da tarde. paramos para comer um lanche debaixo de uma mangueira. papai dirigiu a primeira metade do percurso e eu a segunda. passamos por várias vilas, inclusive indígenas, várias pontes de madeira, milhões de buracos, pelo cerrado e pela floresta, alagados e queimadas. realmente não existe nenhuma cidade entre amapá e o oiapoque. papai contou os veículos que cruzaram ou nos ultrapassaram: dois ônibus, três caminhões, cinco carros de passeio, e dois carros do ibge. não paramos em nenhuma aldeia. eu aprendi que não se deve parar sem ser convidado, e depois do que andei lendo sobre os waimiri-atroari, aí sim que nunca vou chegar a uma aldeia sem o convite do lider comunitário. passamos por territórios de índios samaúma, iyauaka, cariá e uaçá. em oiapoque encontramos o paris hotel. luxuoso! maior mordomia!